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Ter o próprio negócio é confirmado como o 2º maior sonho dos brasileiros
Ter o próprio negócio foi o segundo sonho mais citado pelos brasileiros em 2025, atrás apenas do desejo de ter casa própria, que se mantém como o mais citado. De acordo com a pesquisa Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2025), realizada no Brasil pelo Sebrae, a vontade de ser dono de uma empresa registrou maior crescimento no ano passado (6 p.p.) na comparação com a edição de 2024, passando da 3ª para a 2ª posição, com 40% das menções.
O desejo de empreender ficou à frente de sonhos como “Viajar pelo Brasil” (37%), que estava na segunda colocação em 2024; “Viajar pelo exterior” (36%), “Comprar um automóvel” (32%) e “Ter diploma de nível Superior” (25%). A segunda colocação do sonho de ser dono do próprio negócio, alcançada em 2025, repete o melhor resultado registrado na série histórica em 2020 e 2022.
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a pesquisa indica que o bom momento da economia brasileira permitiu que os brasileiros voltassem a sonhar com a ideia de transformar um projeto pessoal de empreendedorismo em realidade.
Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio. A lógica do trabalho vem mudando ao longo dos anos. Hoje, as pessoas preferem ter o próprio negócio e não ficarem submetidas ao processo tradicional do trabalho. Este sonho só está sendo possível graças às ações do Estado de bem-estar social, que ao longo dos anos possibilitou um leque de políticas públicas que permitam garantir sua sobrevivência.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
Pesquisa global
O Monitor Global de Empreendedorismo é a maior pesquisa sobre empreendedorismo no mundo, sendo realizada em 110 países. No Brasil, ela é feita há 25 anos pelo Sebrae e pela Anegepe (Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas). Em 2025, foram realizadas 2.350 entrevistas no Brasil, ouvindo pessoas adultas com idade entre 18 e 64 anos.
Foram entrevistados empreendedores iniciais, compostos por nascentes (que nos últimos 12 meses realizaram alguma ação visando ter um negócio próprio ou têm negócio próprio com até 3 meses de operação), novos (com 3 meses a 3,5 anos de operação), além dos chamados empreendedores estabelecidos, com mais de 3,5 anos de atividade.
Fonte: Agência Sebrae


MEI: o que acontece se não declarar o Imposto de Renda? Entenda as regras
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A temporada de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025, segue em andamento, com prazo final em 29 de maio. Com o envio das informações à Receita Federal, a orientação é redobrar a atenção no preenchimento para evitar inconsistências e possíveis pendências com o Fisco. Dados da Receita Federal mostram que, em 2025, mais de 1,29 milhão de declarações foram retidas em malha fina, o equivalente a 2,8% do total entregue. O volume reforça a importância de revisar cuidadosamente todas as informações antes do envio. A maioria das retenções ocorre por erros simples ou inconsistências nos dados declarados, o que indica que grande parte dos casos poderia ser evitada com mais atenção e organização. Declaração pré-preenchida exige conferência O uso da declaração pré-preenchida tem crescido entre os contribuintes no IR 2026. A ferramenta importa automaticamente dados como rendimentos, despesas médicas e informações bancárias já disponíveis na base da Receita Federal. Apesar de facilitar o preenchimento, a responsabilidade pelas informações continua sendo do contribuinte. Por isso, é necessário conferir todos os dados importados, já que eventuais erros ou omissões podem levar à malha fina. Seis erros mais comuns no IR 2026 A Receita Federal identifica padrões recorrentes de inconsistências nas declarações do Imposto de Renda. Confira os seis principais erros que podem levar à malha fina no IR 2026. 1. Informações sobre dependentes Um dos erros mais comuns envolve a declaração de dependentes. Situações em que uma mesma pessoa é incluída como dependente em mais de uma declaração são frequentes, especialmente em casos de pais separados. A exceção ocorre quando há mudança na relação de dependência ao longo do ano-calendário, o que deve ser informado corretamente. Outro ponto crítico é a omissão de rendimentos dos dependentes, como bolsas, pensões ou outras fontes de renda. 2. Erros de digitação Falhas simples no preenchimento podem gerar grandes divergências. Um erro de digitação, como a ausência de uma vírgula, pode transformar um valor de R$ 100,00 em R$ 10.000,00. Esse tipo de inconsistência, principalmente em despesas médicas, pode chamar a atenção da Receita Federal e levar à retenção da declaração. 3. Despesas médicas sem comprovantes As despesas médicas estão entre os principais pontos de verificação do Fisco. Devem ser declarados apenas os gastos que possam ser comprovados por recibos ou notas fiscais, que devem ser guardados por pelo menos cinco anos. Despesas reembolsadas por planos de saúde e gastos com medicamentos não são dedutíveis. As despesas médicas não confirmadas continuam entre os principais motivos de retenção na malha fina. 4. Rendimentos e fontes pagadoras Todos os rendimentos devem ser informados na declaração, inclusive quando há mais de uma fonte pagadora. Isso inclui salários, pró-labore, rendimentos de aluguel e aposentadorias. A omissão dessas informações pode gerar divergências, como nos casos em que o proprietário declara o aluguel recebido, mas o inquilino não informa o pagamento. Essas inconsistências podem resultar em penalidades, incluindo multa de até 20% sobre o valor não declarado. 5. Bens financiados Ao declarar bens adquiridos por financiamento, o contribuinte deve informar apenas o valor efetivamente pago até o momento, na ficha “bens e direitos”. O valor total do bem não deve ser declarado como se já estivesse quitado. Também é importante verificar as condições do contrato para evitar erros no preenchimento. 6. Incompatibilidade entre patrimônio e renda A Receita Federal realiza cruzamento de dados para verificar se o patrimônio declarado é compatível com a renda informada. Aquisições de alto valor sem justificativa aparente, como a compra de um veículo à vista com renda anual baixa, podem gerar questionamentos. Essa incompatibilidade pode levar à retenção da declaração para análise. Organização reduz risco de malha fina A organização dos documentos ao longo do ano é uma das principais formas de evitar problemas com a Receita Federal. Manter recibos, informes de rendimentos e comprovantes atualizados facilita o preenchimento correto da declaração. A revisão das informações antes do envio também é fundamental para reduzir o risco de inconsistências. Prazo do IR 2026 exige atenção Com o prazo final em 29 de maio, a recomendação é não deixar a entrega da declaração para a última hora. O envio antecipado permite identificar e corrigir eventuais erros com mais tranquilidade. A atenção aos dados informados, aliada à organização dos documentos, pode evitar a malha fina e possíveis atrasos na restituição.
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